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Razão do meu afeto – cap. 9



Grissom olhou para Sara como se dissesse: “conto ou não conto?”, e ela sorriu, em sinal afirmativo.

GG: Mãe, Sara e eu queremos lhe dar uma grande notícia.
MG: Vocês vão se casar?
GG: Isso também, mas não é essa a novidade.
MG: Então não sei...
GG: Sara e eu vamos ter um filho.

Mary Grissom arregalou os olhos, quase incrédula. Seu único filho seria pai aos cinqüenta anos de idade! Um neto, que jamais pensou em ter! E ele estava ali, crescendo no ventre da mulher de quem falou e pensou tão mal... A vergonha tomou conta de seu rosto, mas Grissom e Sara a envolveram, querendo dizer-lhe: “você também faz parte dessa família!”. A mulher se emocionou e chorou muito. Grissom abraçou a mãe e os dois se lembraram do pai do supervisor, que teria orgulho do filho. Recomposta, Mary disse:

MG: Seu pai teria muito orgulho de você, meu filho. Seu único filho sendo pai, ainda que tardiamente, é um orgulho imenso! O nome dos Grissom vai continuar e gerar herdeiros que nunca deixarão o nome de seu pai morrer.

Grissom sorriu e abraçou a mãe. Ela virou-se para Sara e disse:

MG: Posso tocar sua barriga?
SS: Claro.

A idosa tocou com delicadeza sua mão na barriga ainda reta da perita, e ao fazer isso, descobriu a razão pelo afeto que nascia pela futura mãe de seu nato. Da raiva e despeito, Mary começou a nutrir por Sara uma grande admiração, que só aumentaria com o passar do tempo. Ela fora a única que conquistara definitivamente o coração de seu filho; a única que soube dar o amor que ele precisava, a paciência que o acalmaria, os braços que o confortariam... e o filho que ele jamais pensou em ter, mas que viria para alegrar e tornar completa sua vida. A partir dali, a família, que estava crescendo, com a chegada do bebezinho, ficaria maior com a presença da vovó. Enfim Sara teria uma família, e Grissom teria a sua de volta, ao lado das duas mulheres de sua vida: Sara e Mary Grissom. E quem sabe não viria mais uma mulher por aí, sendo gerada na barriga de Sara?! Depois de se emocionar com a presença do bebê na barriga de Sara, Mary disse, enxugando as lágrimas:

MG: Acho que vocês vão precisar de uma casa maior. O bebê precisará de um quarto só para ele.
GG: Já estou vendo isso, mãe. Quero dar todo o conforto à minha mulher e ao nosso filho. Por enquanto vou ficar aqui com Sara, já que não tenho mais casa...

A mãe de Grissom foi embora no dia seguinte e ele pediu um dia de folga para resolver os assuntos com Sara.

SS: Eu acabei pedindo demissão do lab, não poderei voltar.
GG: Eu não permitiria que você chegasse perto do que uma mulher grávida não deve, querida. Eu trabalho e você cuida da casa e do bebê em sua barriga. E quando ele ou ela nascer, ajudarei no que puder.

A perita sorriu e em seguida, abraçada a Grissom seguiu para uma imobiliária, a fim de procurar uma casa. Quando voltaram para o apartamento, o desejo falou mais alto e os dois se amaram na cama. Sara sentiu um pouquinho de dor na penetração, deixando Grissom preocupado:

GG: Estou te machucando?
SS: Não, está gostoso demais! Continua...
GG: E o bebê?
SS: Está protegido no meu útero, honey... me beija...

Grissom abriu um pouco mais as pernas de Sara e penetrou um pouco mais fundo, fazendo-a gemer. Envolveu-a em seus braços e, fazendo os movimentos de vai e vem, beijou-a com muito desejo. Em uma explosão de amor, os dois permaneceram abraçados pelo resto da noite. Conforme as semanas iam passando, Sara ia sofrendo com os enjôos. Grissom continuava trabalhando, mas não deixava de pensar na futura mulher sofrendo com as mudanças hormonais típicas da gravidez. Ligava sempre que podia. Num domingo de folga para toda a equipe, Catherine e Vartann (que já estavam morando juntos) ofereceram um churrasco para os amigos de equipe. Sara, com dois meses de gestação, sofria ao simples cheiro de carne assada na churrasqueira.

CW: É, eu já passei por isso quando esperava a Lindsay. Os enjôos alternam, tem dia que você se sente bem, outros, que você acha que vai morrer.
SS: Tenho sentindo freqüentemente. Isso tem mexido com minha libido.
CW: Não está conseguindo ter prazer sexual?
SS: Tem dias que não consigo nem querer sexo. Ainda bem que o Griss é compreensível, embora eu sinta que ele fica chateado, pois corto o barato dele.
CW: Daqui a pouco isso passa, é apenas o organismo aceitando o “corpo estranho”. Por isso os hormônios tão excitados, causando os enjôos brabos!
SS: E você, não pensa em ter outro filho?
CW: Na minha idade, Sara?
SS: Ué, você não tem 42?
CW: Sim, mas não quero passar por tudo de novo. A Lindsay será sempre meu único anjinho.
SS: Mas o Vartann não pensa em ter um filho com você?
CW: Ele respeita minha decisão.

Naquela noite, Sara passou tanto mal que pensou que não iria agüentar passar os sete meses restantes. Mas Grissom, em sua paciência e dedicação, tratou de acalmá-la, encorajando-a a seguir em frente:

GG: É apenas uma fase, meu amor. Seus enjôos são devido a uma substância que o feto libera quando no útero da mulher. Mas não vai durar os nove meses. Tenha um pouquinho só de paciência!
SS: Estou tentando, Griss, mas estou me sentindo muito mal – Sara sentia vontade de vomitar quando engolia a saliva.
GG: Sinta o meu amor em você e seus enjôos passarão rapidamente.

A perita sorriu e Grissom permaneceu abraçado a ela, por trás. Sentindo tanto amor por parte de Grissom e o carinho da sogra, que a enchia de presentes para ela e o bebê, Sara atravessou alguns meses sem mais sentir qualquer enjôo mais forte. Uma ou outra indisposição, mas nada que tirasse seu sorriso de felicidade do rosto. Os dois planejavam se casar, mas iriam esperar o nascimento do bebê. A nova casa já estava mobiliada, com tudo pronto para a chegada do novo membro. Aos quatro meses, Sara descobriu que seria mãe de uma menina, e Grissom não deixou de comentar:

GG: Mais uma mulher em minha vida! Mais uma mulher a quem darei todo o meu amor... Obrigado por me dar essa jóia preciosa, querida.
SS: Eu te amo, Griss!

Os meses se passaram e Sara estava entrando no nono mês de gestação. Continuava magrinha, com a cintura esbelta, a barriga estava pontudinha e linda. Estava com os pés um pouco inchados e sentindo as dificuldades que toda mulher tem para urinar com uma barriga tão grande. Grissom estava em uma cena de crime na Strip. Era fim de tarde e o sol estava se pondo. Sara estava se preparando para tomar banho quando sentiu um líquido avermelhado escorrer em suas pernas. Sangue com líquido da bolsa, que acabara de se romper, causando uma grande dor. Chegara a hora, a pequena Beatriz estava querendo vir ao mundo. As contrações foram acontecendo em intervalos cada vez mais curtos, o que significava que era hora de ir para o hospital.
O celular de Grissom tocou.

GG: Grissom.
SS: Honey, ai...
GG: O que aconteceu, Sara?
SS: Estou perdendo sangue.
GG: Está saindo muito sangue?
SS: Sim.
GG: E as contrações? Quanto tempo leva entre uma e outra?
SS: Ai... está cada vez menor... acho que chegou a hora.
GG: Estou indo agora pra casa. Me aguarde e permaneça deitada. Fique calma!

Grissom desligou e notou os olhares de Catherine e Brass pra cima dele.

GG: Estou indo pra casa.
CW: Chegou a hora?

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