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Uma história de amor - cap. 1


Fazia muito tempo que a felicidade era presença constante no lar do casal Grissom e Sara. Eles se casaram logo após Grissom sair do lab e rapidamente Sara ficou grávida. E se eles já ficaram felizes com a vinda de um filho, essa alegria dobrou com a descoberta de que seriam gêmeos, dois meninos. A casa onde estavam morando era grande o suficiente para criar dois filhos e um cão, Hank. Um jardim com mesa de madeira, churrasqueira (apesar de Sara ser vegetariana, Grissom adorava uma carne), belas flores e uma piscina para o lazer da família e dos amigos em dias mais quentes de folga – eles adoravam reunir os amigos para um almoço e diversão. Com a chegada de Sean e Kevin, tudo ficou mais colorido na vida do casal. E também dos amigos, pois eles eram o xodó da equipe. Como um presente divino, os meninos vieram ao mundo na véspera de natal. Tudo correra bem, e os bebês já estavam em casa poucos dias depois do réveillon.  Grissom e Sara se ajudavam nas tarefas da nova vida com seus dois tesouros. Eles, que não tinham a menor experiência com fraldas, chupetas, cólicas, foram aprendendo. E Catherine os ajudava na tarefa; como mãe zelosa de Lindsay, fez questão de ensinar o que sabia aos papais atrapalhados. No final das contas, eles se saíram muito bem, e Sara já tinha pegado a manha das cólicas, da diferença dos choros, dos carinhos, das canções de ninar... Grissom não ficava atrás. Ele sempre ajudava a mulher nos cuidados das crianças; trocava fraldas, dava banho, punha para arrotar, ninava os filhos (um de cada vez no colo, mas no carrinho duplo era simultâneo). E assim, cinco anos se passaram, com muitas alegrias e apertos também. Grissom, com quase 55 anos, estava para se aposentar do lab e Sara, aos 39, seguia firme e forte como csi nível 4 – o último na hierarquia. Os meninos estudavam numa escolinha peto de casa, e a moça que cuidava deles na ausência do casal, Lilly, acabara se tornando namorada de Nick. Las Vegas estava sofrendo com as chuvas, assim como o restante do país. Os acidentes aumentavam gradativamente, e os crimes também.  Na casa da família Grissom, o silêncio imperava na madrugada. Os meninos e a babá dormiam, enquanto o casal namorava depois de uma deliciosa transa. Abraçados, com os corpos presos um ao outro, eles conversavam e trocavam carícias.

GG: Ser pai é a experiência mais fantástica do mundo, honey. Me fez pensar na vida de uma outra forma. Agora sei que tem pessoas que dependem de mim, por isso tenho de fazer o meu melhor. Sean e Kevin foram as melhores coisas que eu já tive na vida, depois de você. Obrigado por ter me dado duas jóias tão preciosas.

Grissom deu um gostoso beijo em Sara e depois voltou a afundar a cabeça no pescoço dela.

SS: Temos uma vida feliz, não posso negar. Mas também não posso deixar de dizer que o trabalho tem sido muito estafante. Não estou reclamando, amo o que faço, mas já tem tempo que me sinto cansada e um pouco estressada.
GG: Isto significa férias?
SS: Não temos tempo pra isso, querido.
GG: Esse ano já me aposento. Quero viver mais a vida, aproveitar tudo o que tenho direito e que nunca quis ou pude antes. Com você e os meninos perto de mim, sinto que minha vida está só no começo.
SS: Mas nunca achei que estivesse no fim da vida...
GG: Tenho quase 55 anos, Sara. Poderia ser avô de Sean e Kevin.
SS: Mas não é!

Sara virou-se para o marido e olhou bem nos olhos dele.

SS: Tanto não é avô deles que ainda vai ser pai de uma garotinha!
GG: Você quer tentar uma menina?
SS: Acho que assim completaria nossa família. Sempre que fazíamos amor e eu achava que ali engravidaria, imaginava uma menina em nossas vidas, junto de um menino. A idéia me é muito boa.
GG: Se nossa filha tiver seu gênio, vou ter trabalho em dobro...

Sara deu um tapinha de leve no peito de Grissom.

SS: Ei!
GG: Quer começar agora a fazer a menina?

Sara não disse nada, apenas sorriu. Grissom, sabendo que aquilo era um convite, foi pra cima dela e começou a beijá-la, acariciando os seios dela e as pernas longas que já estavam abertas, à espera do membro cilíndrico que iria jorrar todo o seu líquido quente e branco para dentro da dona. Dito e feito, Grissom amava Sara com calma, como se o mundo jamais fosse acabar. Queria e precisava sentir cada beijo dela, cada toque das mãos delicadas da mulher amada. Depois do intenso orgasmo, corpos e corações grudados um ao outro e a certeza de que o amor deles seria para sempre. E a menina que eles tanto desejavam já caminhava de encontro ao novo lar durante nove meses.
Cerca de três semanas mais tarde, Sara, mais sensível que o de costume, pegou um caso de violência contra mulher. Era uma jovem negra que havia sido atacada na periferia de Vegas. Ela e Nick estavam no caso; enquanto ele colhia evidências na cena do crime, ela acompanhava a jovem no hospital. Imediatamente se lembrou do caso de uma outra jovem negra, de nome Pamela. Entrou no quarto para recolher quaisquer evidências que pudessem levar ao agressor. Depois de recolher epitélios debaixo das unhas da jovem, fotografar cada parte ferida do corpo, Sara sentou-se próximo  à cama e começou a “bater um papo” com a paciente, que estava sedada.

SS: Eu sei que a vida não é fácil. Principalmente para nós, mulheres. Acho que somos muito mais fortes do que pensamos, sabe? Lutamos por tantas coisas, passamos por cada pedaço... Eu sei que você é uma mulher forte e vai sair dessa também. Não vou sossegar até pegar quem cometeu isso contra você.

Nick entrou no quarto naquele momento.

NS: Tudo bem, Sara?
SS: É, eu... acho que estou.

Nick percebeu que a companheira de equipe ficou zonza e a acudiu.

NS: Ei, está bem mesmo? Quase que você cai aqui!
SS: Só foi uma... tontura. Mas já estou melhor, vamos nessa.

Sara sabia que o que aquilo poderia ser. Afinal, Sean e Kevin fizeram a mesma coisa em sua barriga, quando engravidou pela primeira vez. Será que a menininha estava a caminho? De qualquer forma, só falaria sobre isso com Grissom em casa. Ele também estava tendo seus apertos no lab, principalmente com relação ao Ecklie, que estava emperrando seu projeto de aposentadoria. Dizia que ele já tinha cumprido seu papel no lab, mas também não o liberava. E o supervisor estava furioso com aquilo tudo. Eles chegaram ao lab não encontraram o supervisor, apenas Catherine e Warrick.

SS: Ei, onde está o Grissom?
CW: Adivinha: na sala do Ecklie!
NS: Xiii... Isso não dá certo!
WB: Aqueles dois só faltam se pegar.
SS: É, o Griss tem essa vontade. E eu também...- riu. 
CW: Convenhamos, o Ecklie é muito chato!
NS: Qualquer um enlouquece com o carecklie!

Sara, Catherine e Warrick caíram na risada.

WB: Como é que é, cara? Carecklie?!
CW: Nick, que idéia!
SS: Bem a cara dele...
WB: Vai ficar difícil eu me segurar quando olhar na cara dele.
CW: Pessoal, o Gil está vindo. Acabou o assunto.
GG: Já voltaram dos seus casos?
SS: Estamos aqui, não?
GG: Catherine...
CW: Sim, havia muitas evidências na casa. E a surpresa foi a descoberta de um assoalho que levava até a garagem.
WB: Ou seja, o sujeito teve tempo e atalho pra fugir da casa mais rapidamente.
CW: Sim...

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