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Alguém entre nós - cap. 11



CE: Ninguém se tranca em uma sala por causa de subordinados.
WB: Se você tivesse a mínima consideração, respeitaria o nosso sofrimento. Quer fazer o favor de nos deixar em paz?!
CE: Olha aqui, Brown, entendo que vocês estão tristes e tal, mas não justifica ser tão grosseiro. Comporte-se! Ou prefere levar uma suspensão?
WB: Vá pro inferno!!!

Warrick saiu furioso da sala de convivência. Enquanto isso, Grissom, extremamente deprimido, andava de um lado para o outro, pensando em Sara. Depois, pensando em como ela era forte, decidiu reagir, em nome do amor que sentia e sempre sentiria por ela. Saiu da sala e foi de encontro aos demais, surpreendendo a todos com a iniciativa de reação.

GG: Muito bem. Eu já sei de onde partiu o telefonema. Vou atrás desses miseráveis.
CW: Gil, tem certeza de que quer mesmo fazer isso? Olha só o seu estado!
GG: Enquanto estava em minha sala fiquei me lembrando de certas coisas que me empurraram de volta para a realidade. O que quer que tenha acontecido à Sara e ao Nick, precisamos tirar a limpo essa história. E combater essa quadrilha de corruptos e bandidos.
JB: Sabe que vamos enfrentar tubarão, gente de alto escalão. Está disposto a correr o risco?
GG: Depois que perdi Sara, não temo mais nada.
JB: Vou reunir meus homens e vamos planejar a ação. O FBI disse que vai nos auxiliar.
GG: Ok. Estão todos dispostos a cooperar?
GS: Sim.
WB: Grissom, acho que pra uma ação de risco como essa não deveria deixar a Cath participar. Ela está grávida e acho que ela pode acabar se ferindo ou algo do tipo.
GG: Certo. Catherine, você vai pra casa. Descanse, você, mais que qualquer um aqui, precisa.
CW: Ei, eu estou grávida, não aleijada ou doente.
GG: Não discuta, Catherine. Vá pra casa e descanse.

Catherine olhou feio para Warrick e saiu. Os homens beberam todo o café do bule e seguiram rumo ao confronto. Brass aconselhou que Grissom não se aproximasse do local, porque o bicho iria pegar. Ele talvez fosse mais útil na identificação dos corpos. Evidentemente que o supervisor não aceitou. Os homens de Brass invadiram o local em um grande número, pelo menos uns 300. A troca de tiros foi intensa. Duas pessoas tentavam escapar pela parte de trás do prédio, mas foram encurralas e seguras por policiais.

JB: Uma mulher e um homem tentando fugir? Que interessante! Veja isto, Grissom.
GG: Você?!

Grissom olhou seriamente para aquele homem que se engraçara para cima de Sara.

GG: Mark Stevens, investigador da imigração. Corrupto e criminoso.
MS: Às suas ordens – disse com um sorriso irônico.
GG: Nunca duvidei que você não prestava, sempre vi em você algo obscuro. Quem é esta mulher?
MS: Minha querida esposa, Jennifer Stevens, que me sempre esteve ao meu lado.
JB: Porque você compactuou com esse plano sórdido de seqüestrar uma perita?
JS: Mark era um mulherengo convicto, isso eu sabia. Mas quando eu os vi juntos, a beleza dessa mulher me deu raiva. O que ele havia visto nela que o encantara? Eu comecei a segui-la e mandei seqüestrá-la. Mas havia um idiota junto dela. Não teve jeito, ele precisou ser levado junto para não reconhecer os caras. Mark só soube que essa mulher estava em meu poder porque eu o chamei até aqui. Combinamos um resgate milionário pela vida não só dela, mas pela do idiota também. Mas enfim...
GG: Onde estão Sara e Nick?
MS: Quem?
GG: Meus subordinados seqüestrados por vocês. Diga onde eles estão!
MS: Creio que vocês terão de procurar...

Brass, prevendo que Grissom poderia tentar esganar o sujeito, ordenou que levassem os dois embora. Foi quando um dos homens do chefe de polícia gritou, dizendo ter localizado os dois. Grissom, Warrick e Greg correram até um quarto, onde viram Sara e Nick amarrados e inconscientes. Agachou e tomou o pulso deles.

WB: Têm pulsação?
GG: Sim.

Depois, escutou os batimentos cardíacos. Estavam vivos! Ordenou que viessem paramédicos o mais rápido possível. Assim que chegaram, fizeram os procedimentos necessários e os levaram de ambulância para o hospital. Grissom e os rapazes ficaram por lá, em busca de notícias. O supervisor estava esgotado e abatido, era tão cristalino como a água. Mas saber que Sara estava viva lhe dava forças para suportar qualquer coisa que porventura viesse. E o bebê na barriga dela era a consumação de um ato de amor entre eles. Como ele queria beijá-la e amá-la naquele momento... Dizer que estaria sempre ao lado dela, que o amor que tinha era qualquer coisa de imenso... Que amava mergulhar o rosto naqueles cabelos macios e cheirosos... Que ia aos céus quando estava amando-a, beijando-a e movimentando-se dentro dela... Pensando em Sara, Grissom acabou cochilando. Greg e Warrick riam em silêncio vendo como o chefe dormia de modo engraçado, boquiaberto, prestes a babar. Pouco tempo depois, o médico que atendeu Sara e Nick chegou para passar um boletim do estado dos dois.

DR: Senhor Grissom?
GG: Ah sim, sou eu – disse com cara de sono.
DR: Trouxe um boletim informando o estado de saúde dos pacientes Nick Stokes e Sara Sidle.

Todos ficaram apreensivos.

GG: E como estão?
DR: Apesar de terem muitas escoriações pelo corpo, marcas de surras, estão bem. Foram medicados e agora estão dormindo. Se a evolução do quadro clínico for positiva, acredito que em dois dias eles terão alta.
GS: Tomara!
GG: Ãh, doutor, queria saber uma coisa.
DR: Pois não?
GG: Acho que Sara estava grávida, tinha essa suspeita. O senhor me confirma?
DR: Bem, ela realmente estava grávida. Mas com todo o estresse de estar em cativeiro e também pelo fato de ter apanhado, o bebê não resistiu e veio a óbito. Tivemos de fazer uma curetagem para limpar o útero dela.

Grissom não sabia nem o que pensar. Seu filho realmente existiu, Sara o trazia na barriga com amor, mas os malditos criminosos fizeram com que ela o perdesse. Sentiu vontade de gritar, mas não o fez por compostura; e depois, porque a voz não saía.

GG: Ela terá problemas para engravidar novamente?
DR: De forma alguma. A senhorita Sidle é uma mulher bem saudável, fizemos exames nela e não constatamos nenhuma anormalidade. Só precisa haver um espaço de seis meses entre uma gravidez e outra para que o organismo possa absorver melhor o “corpo estranho” sem maiores complicações.

Quando Sara e Nick retornaram para o lab, foram recebidos com festa e presentes. E, é claro, com muito carinho. Grissom não desgrudava um só momento da amada, como se ela fosse fugir.

GG: Pessoal, um momento, por favor. Eu quero dizer umas palavras e acho ótimo que estejam todos aqui. Primeiramente quero dizer que estou muito feliz por Sara e Nick estarem vivos e aqui conosco novamente. Devo admitir que este lab estava muito sem graça sem as graças do Nick e a sensualidade e beleza da minha querida Sara.

Ela ficou sem jeito, e abaixou a cabeça, num sorriso tímido.

GG: Tê-los de volta é uma vitoria para nós, que sofremos e lutamos para o retorno de vocês. Bem, tenho algo a dizer, melhor não ficar enrolando.
CW: É isso aí.
GG: Sara, honey, eu comprei isto pra você já faz algum tempo, mas não sabia como encontrar um momento adequado. Infelizmente aconteceu o que aconteceu e quando te vi no hospital fui forçado a tomar uma decisão – ele passou a caixinha preta para ela, sob os olhares ansiosos de todos.

Sara abriu a caixinha e viu um belo anel de diamantes. Ficou emocionada.

SS: Griss... é lindo! Deve ter custado uma nota!
GG: Gastaria muito mais por você. Ver seu sorriso não há dinheiro que pague. Então, você... ãh.. quer se tornar a senhora Gilbert Grissom?

Todos olharam estáticos, divididos entre ele e ela.

CW: Diga sim! – cochichou Catherine, recebendo um cutucão discreto de Warrick como se dissesse “não se meta”.

SS: Sim é muito previsível. Então... eu digo: é claro!

Grissom sorriu aliviado. E sem nenhum tipo de receio ou vergonha, beijou Sara na frente de todos, recebendo aplausos e assobios. Em quatro semanas os dois se casaram e foram de lua-de-mel para Curaçao, nas Antilhas Holandesas, Caribe. Sete meses mais tarde Catherine deu à luz uma linda garotinha, a quem deu o nome de Angeline. Grissom e Sara estavam treinando todos os dias a vinda de um bebê Grissom. Até que...
 
GG: Honey, onde está minha gravata azul que estava no closet?
SS: Ah, eu deixei em cima da cama, pegue lá.

Grissom foi até o quarto e viu a gravata em cima da cama, como Sara havia dito. Ao lado dela havia dois papéis, um pequeno bilhete e um papel que parecia ser de um exame. Não pensou duas vezes, leu-o.

“Grissom, meu amor
Algumas coisas não precisam de palavras ditas ou escritas para ser reveladas. Só precisam ser sentidas. E eu estou sentindo tantas coisas, além do grande amor por você. E estou sentido um novo ser crescendo aqui dentro de mim. É o máximo, não? Assim que você terminar de ler este bilhete, venha me cobrir de beijos, pois estou muito necessitada de um mar de carinhos. Sempre sua, Sara.”

Grissom abriu o maior dos sorrisos e correu até a cozinha para encher a mulher de beijos e algo mais. E a enorme mesa da cozinha iria sentir a força do amor desse casal tão especial.

Fim

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